
A chuva chega ao sertão
E como sapo no verão
A seca se esconde
A fome some
Vai embora o aperreio
Nos silos cheios
Da fartura dos roçados.
Na tela do semi-árido
Felicidade retratada em clorofila
Todo côncavo é bebida
Cada gota é vida
Mas, as águas passam
Nas carreiras dos riachos...
Deixam a vegetação vestida
E só encontram guarida
Na prevenção dos cactos.
Nordeste camaleão
Da cor da estação
Quero ver o gavião
Pousar mais que o urubu
Ah! Papagaio
Se o homem como tu
Que imita as mensagens
Imitassem as barragens
Dos pés de mandacaru.
José Tenório dos Santos
Fotografia: Jinormam Pereira
E como sapo no verão
A seca se esconde
A fome some
Vai embora o aperreio
Nos silos cheios
Da fartura dos roçados.
Na tela do semi-árido
Felicidade retratada em clorofila
Todo côncavo é bebida
Cada gota é vida
Mas, as águas passam
Nas carreiras dos riachos...
Deixam a vegetação vestida
E só encontram guarida
Na prevenção dos cactos.
Nordeste camaleão
Da cor da estação
Quero ver o gavião
Pousar mais que o urubu
Ah! Papagaio
Se o homem como tu
Que imita as mensagens
Imitassem as barragens
Dos pés de mandacaru.
José Tenório dos Santos
Fotografia: Jinormam Pereira